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Despedida do cão: luto, Ponte do Arco-Íris e como a memória consola

Labrador idoso com uma mão na cabeça

Há um momento que conhece quem perdeu um cão: chega-se a casa, a chave roda na fechadura e, durante meio segundo, espera-se o tique-taque das unhas no chão. Depois lembramo-nos. E o corredor fica mais silencioso do que alguma vez esteve.

Este texto não é um guia dado de cima para baixo. Reúne aquilo que quem está de luto descreve repetidamente como útil e aquilo que, nas primeiras semanas, se gostaria de ter lido mais cedo. Um texto não pode fazer mais do que isso, e não deve tentar fazer menos.

Porque é que este luto é tão profundo

Um cão está presente em tudo. Conhece as nossas manhãs más, as doenças, as separações, as mudanças de casa. Viu-nos mais horas por dia do que a maioria das pessoas da nossa vida. Quando ele parte, não se perde um animal de estimação, perde-se uma testemunha da nossa vida. E um ritmo: o levantar, os passeios, a comida, o ritual da noite. De repente há buracos no dia, onde se cai uma e outra vez.

A isto junta-se muitas vezes algo que o luto por pessoas não tem: a decisão. Muitos de nós tivemos de escolher o momento. Esse sentimento de ter posto fim à vida de um ser que confiava em nós é difícil de suportar. Mesmo que tenha sido o certo. Precisamente porque foi o certo.

O luto que ninguém leva a sério

„Era só um cão.“ Quem ouviu esta frase sabe como ela se sente. Para este luto não há dispensa especial, não há cartões de pêsames nas prateleiras, quase não há rituais. Espera-se que na segunda-feira já se funcione. Isso agrava muita coisa, porque se sente vergonha das próprias emoções.

Por isso, desde já: o seu luto é legítimo. Não é exagerado, nem infantil, nem sinal de que não se tem a vida controlada. É o preço de uma relação que nos fez felizes todos os dias.

O que ajuda nas primeiras semanas

  • Não arrumar logo. A tigela, a caminha, a trela junto à porta. Alguns precisam delas durante semanas, outros arrumam-nas no primeiro dia. Ambas as coisas estão certas. Fazê-lo quando se estiver preparado, não quando os outros esperam.
  • Fazer o passeio na mesma. Muitos descrevem que o passeio sem cão é insuportável e, ao mesmo tempo, ajuda. O corpo conhece o caminho. Por vezes é mais fácil chorar na rua do que em casa.
  • Contar. Procurar pessoas que compreendam. Outros donos de cães, um fórum, um amigo que também já tenha passado pelo luto. Contar as histórias, mesmo as ridículas. O dia em que ele roubou o assado. A história do ouriço.
  • Dar nome à culpa. Quase toda a gente a sente. Demasiado tarde ao veterinário, decisão demasiado cedo, não ter estado presente. Dizê-lo em voz alta. Na maioria das vezes, dissolve-se quando se ouve em voz alta e se percebe que se agiu por amor.
  • Incluir as crianças. As crianças vivem o luto de outra forma, muitas vezes em ondas, com brincadeiras pelo meio. Dizer-lhes a verdade em palavras simples. Sem „adormeceu“, isso provoca medo de dormir. Deixá-las fazer um desenho, acender uma vela, escrever uma carta.

A Ponte do Arco-Íris

A imagem da Ponte do Arco-Íris, onde os nossos animais esperam, é para alguns pieguice e para muitos um consolo. Vem de um poema cuja origem não está totalmente esclarecida e, ao longo dos anos, tornou-se uma espécie de linguagem comum de quem está de luto. Se ajudar, usá-la. Se não, não é preciso outra imagem. Basta que ele tenha existido.

A memória que fica

Um dia, geralmente ao fim de semanas, por vezes de meses, chega o dia em que se olha para uma fotografia e, pela primeira vez, se sorri em vez de chorar. É o momento em que a memória começa a consolar. Muitas pessoas querem então algo duradouro: um álbum, um quadro na parede, a marca da pata que o veterinário fez.

Um retrato feito a partir de uma foto antiga é uma possibilidade, e não tem de ser uma boa foto. Tremida, granulada, com dez anos: envie-a, dizemos com honestidade o que pode resultar e vê-se o resultado antes da impressão. Alterar não custa nada. Sem pressão, e não antes de o querer.

Retrato de um Labrador preto em estilo de pintura a óleo, em poster, um quadro de memória de um cão que partiu

Quando chegar a altura: um quadro com moldura de madeira assenta com mais calma na parede do que uma impressão brilhante, e num quadro de memória é muitas vezes exatamente isso que interessa. Os retratos de cães existem também em poster, em tela e em acrílico.

Um novo cão?

A pergunta chega mais cedo do que se pensa, muitas vezes vinda de outros. Não há uma distância certa. Alguns precisam de anos, outros trazem um novo cão ao fim de semanas, não como substituto, mas porque uma casa sem cão não é um lar. O novo cão será diferente. Não vai substituir o antigo, e não deve. Terá o seu próprio capítulo.

Se estiver agora a meio do caminho: vai ficar mais leve. Não porque se esquece dele, mas porque um dia ele deixa de fazer falta e passa a estar presente. No modo como se fala de cães. No olhar que se lança a cada Labrador na rua. Ele marcou-nos. Isso fica.

Em memória: o quadro de homenagem em madeira.

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Das Print My Pet Team

Wir leben mit Hunden, Katzen und einem alten Haflinger. Was wir schreiben, haben wir selbst durchgemacht.

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