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Quanto sono precisa um cachorro

Beagle-Welpe schläft eingerollt auf einer weißen Strickdecke im Weidenkörbchen

Dezoito a vinte horas de sono por dia são, para um cachorro, o normal e não a exceção. Parece muito, mas é exatamente o que um cérebro e um corpo em crescimento precisam. Quem mantém o cachorro acordado porque esse número lhe parece exagerado cria, na maioria das vezes, a própria agitação, as mordidelas e a inquietação constante de que queria livrar-se. A falta de sono num cachorro raramente se mostra como cansaço. Mostra-se como irritabilidade, como mordidelas exageradas e como um cão que simplesmente não consegue sossegar, por muito que tenha vivido nesse dia.

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De 18 a 20 horas e porque não é um erro de digitação

Nos primeiros meses de vida, um cachorro constrói praticamente todo o seu sistema nervoso. Novas impressões, novos cheiros, novos sons: tudo isso tem de ser processado e guardado, e esse processamento acontece em grande parte durante o sono, não em vigília. Um cachorro que dorme pouco, por isso, não aprende mais, aprende menos. Parece desperto e interessado, mas guarda pior o que viveu do que um cachorro bem descansado.

Para comparar: um cão adulto costuma chegar com doze a catorze horas. Um cachorro com menos de doze semanas, em contrapartida, dorme em etapas curtas distribuídas pelo dia inteiro, normalmente não mais de uma a duas horas seguidas, e entre elas fica acordado e ativo talvez durante vinte a quarenta minutos. Este ritmo não é sinal de doença, mas a estrutura normal de um cérebro jovem. Só a partir dos quatro a seis meses se instalam fases de sono mais longas e contínuas, como num bebé que aos poucos começa a dormir a noite toda.

Um dia típico não é, portanto, um longo bloco de vigília com uma pausa ao meio-dia, mas muitos ciclos curtos: acordar, fazer as necessidades, comer ou brincar um pouco, voltar a dormir. De seis a dez ciclos destes são normais num dia comum. Quem tenta encaixar este ritmo num único passeio de manhã e numa tarde sossegada trabalha contra a biologia do cachorro, não a favor dela.

Reconhecer o cansaço excessivo

O problema raramente é os tutores manterem o cachorro acordado de propósito. O problema é que o cansaço excessivo num cachorro não parece cansaço. Uma criança pequena exausta faz birra e esfrega os olhos. Um cachorro exausto acelera: corre como louco pela casa, puxa as pernas das calças, morde com mais força do que o habitual e quase não se deixa acalmar. Muitos tutores reagem com ainda mais atividade, porque o cão tem evidentemente energia, e fazem a espiral subir ainda mais.

Particularmente sujeitas a este equívoco são as situações com muita agitação: visitas que passam o cachorro de mão em mão, a primeira aula na escola de cães com muitos cães desconhecidos, ou crianças que o acordam sempre que ele se deita. Nenhuma destas situações é errada em si. Tornam-se um problema quando se acumulam sem verdadeiras fases de descanso pelo meio.

O que observas O que costuma significar
Corrida repentina e descontrolada sem motivo aparente Cansaço excessivo, não excesso de alegria
Mordidelas mais fortes do que o habitual, puxões à roupa Perda de controlo por exaustão
Quase não se deixa distrair nem acalmar O sistema nervoso está sobrestimulado
Olhos vermelhos e ligeiramente irritados, bocejos a meio da brincadeira Sinal direto de cansaço, muitas vezes ignorado

Se dois ou mais destes pontos se verificarem, não ajuda mais brincadeira nem mais um passeio. Só uma coisa ajuda: o cachorro vai agora descansar, mesmo que neste momento proteste em voz alta.

A regra dos cinco minutos para os passeios

Uma regra prática simples ajuda a dosear logo de início as fases de vigília e de atividade: cinco minutos de passeio por cada mês de vida, duas vezes por dia. Um cachorro de dez semanas fica assim com cerca de duas voltas de dez a quinze minutos, e não com um passeio de horas na floresta. Há duas razões para isso. A física: as cartilagens de crescimento nas articulações de um cachorro ainda estão abertas, e longas distâncias e muitas escadas sobrecarregam-nas sem necessidade. A mental: um passeio tranquilo de dez minutos com algumas impressões novas já é um programa completo para um cérebro jovem.

Depois de cada passeio, de cada brincadeira e de cada visita, uma fase de descanso deve por isso fazer parte fixa da rotina, não como recompensa pelo bom comportamento, mas como parte planeada do dia. Quem constrói isto assim desde o início não precisa depois de ensinar com esforço que também pode haver silêncio.

Retrato de cão em estilo aguarela como tela emoldurada na sala de estar, golden retriever

Treinar ativamente o descanso

A maioria dos cachorros não sossega sozinha enquanto algo se passa em casa. Um erro frequente é deixar o cachorro dormir no meio da agitação da sala e depois estranhar que acorde em sobressalto de poucos em poucos minutos. O descanso precisa de um sítio realmente calmo, não apenas de um canto com um cobertor. Por isso vale a pena treinar o descanso tal como o senta ou o fica, com um lugar fixo e um procedimento claro:

  1. Preparar um refúgio, por exemplo uma caixa de transporte ou um cobertor num sítio calmo, não no meio da passagem
  2. Depois de comer, depois de brincar ou depois de visitas, acompanhar o cachorro até lá de propósito, em vez de esperar que desabe sozinho
  3. Nas primeiras vezes ficar com ele, sentar-se em silêncio e não dar comandos, apenas estar presente
  4. Aumentar o tempo lá devagar, primeiro alguns minutos, depois mais, sempre antes de o cachorro estar completamente exausto
  5. Acalmar-se também: luz suave, voz mais baixa, nada de chamamentos excitados pouco antes da fase de descanso

Importante: um refúgio não é um castigo. O cachorro deve associá-lo ao relaxamento, não a ser posto de parte. Como montar melhor o sítio para dormir à noite e como costumam decorrer as primeiras noites está explicado em pormenor em O cachorro não dorme: o que realmente ajuda na primeira noite.

A ligação com as mordidelas e a inquietação

Grande parte do que os tutores descrevem como problema de mordidelas é, vendo bem, um problema de cansaço. Um cachorro bem descansado também morde, mas na maioria das vezes a brincar e de forma controlável. Um cachorro exausto morde com mais força, com mais frequência e é mais difícil de redirecionar, porque, com a energia a baixar, o controlo dos impulsos é a primeira coisa a ceder. Antes de treinares um problema de mordidelas, vale por isso a pena perguntar se o cachorro chegou sequer a descansar nas últimas horas. O percurso completo para a inibição da mordida, com os quatro passos que realmente funcionam, encontras em O cachorro morde: ensinar a inibição da mordida.

Onde o sono e os tempos de descanso se encaixam no plano geral das primeiras semanas, ao lado do controlo dos esfíncteres, da socialização e dos primeiros sinais de treino, mostra-o a visão geral em os primeiros 30 dias com o cachorro. Quem quiser aprofundar o tema do descanso e do controlo dos impulsos para além da fase de cachorro encontra a continuação em Welpenerziehung & Junghundtraining.

Todos os retratos que numa parede tranquila resultam tão bem como no corredor estão nos retratos de cães.

Este artigo não substitui o aconselhamento veterinário. Se um cachorro dorme visivelmente mais ou menos do que o aqui descrito, come mal ou parece apático, o lugar disso é no consultório veterinário e não na próxima sessão de treino.

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Fonte: American Kennel Club, “Puppy Sleep: How Much Do Puppies Need?”. Consultado em 29.09.2026.

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